Recompensa milionária visa desmantelar redes de financiamento do grupo na Tríplice Fronteira
Recompensa dos EUA por Hezbollah no Brasil: O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta segunda-feira (20), uma recompensa de até US$ 10 milhões — aproximadamente R$ 60 milhões — por informações que levem ao desmantelamento das redes financeiras do grupo Hezbollah na região da Tríplice Fronteira, que abrange partes do Brasil, Paraguai e Argentina. A iniciativa faz parte do programa “Rewards for Justice”, administrado pelo Departamento de Estado norte-americano.
A Tríplice Fronteira é considerada, pelas autoridades americanas, um dos principais polos de financiamento do Hezbollah fora do Oriente Médio. Segundo o comunicado oficial, o grupo extremista libanês utiliza a região para lavar dinheiro, operar empresas de fachada e financiar ações ilegais em outros países.
Brasil é foco estratégico nas investigações
Embora a atuação do Hezbollah na América do Sul seja historicamente monitorada, os Estados Unidos destacaram que a recente intensificação das operações do grupo exige maior cooperação internacional. Parte das investigações envolve empresas aparentemente legais, instaladas no lado brasileiro da fronteira, que estariam ligadas a esquemas de contrabando, tráfico de drogas e comércio ilegal de diamantes.
Além disso, relatórios de inteligência apontam que a movimentação financeira do Hezbollah na região pode ultrapassar dezenas de milhões de dólares por ano, com parte dos recursos sendo enviada diretamente ao Líbano para financiar atividades militares e terroristas.
Programa já pagou mais de US$ 250 milhões em recompensas
Lançado em 1984, o programa “Rewards for Justice” é responsável por incentivar denúncias que levem à prisão de terroristas, à interrupção de atentados e ao bloqueio de redes de apoio logístico a grupos extremistas. Até hoje, o programa já distribuiu mais de US$ 250 milhões a informantes de diversas partes do mundo.
As denúncias podem ser feitas de forma segura e anônima, por meio do site oficial do programa: rewardsforjustice.net. O governo americano assegura total sigilo às informações recebidas e oferece canais protegidos para cidadãos que desejam colaborar.
Itamaraty ainda não se manifestou
Até o fechamento desta matéria, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) não havia emitido nenhuma nota oficial sobre o comunicado dos EUA. Procurado por veículos da imprensa, o órgão informou que acompanha o caso com atenção e poderá se pronunciar caso haja envolvimento direto de autoridades brasileiras nas investigações.
Especialistas em segurança internacional destacam que, se confirmadas as conexões com o Hezbollah, o caso poderá exigir cooperação judicial entre os países da região e os Estados Unidos, incluindo a extradição de suspeitos e bloqueio de bens.
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